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A Mandíbula e Caim

Em 1934, a editora Gollancz publicou o livro de quebra-cabeça escrito por um autor conhecido pelo pseudônimo Torquemada (Edward Powys Mathers). Além de algumas palavras cruzadas extremamente difíceis, o livro continha nas últimas 100 páginas este romance-quebra-cabeça intitulado “Mandíbula de Caim”.

O livro ao lado traz a tradução feita por José Awning e dica para a resolução do mistério da forma mais viável.

R$ 8,89 para leitura no seu smartphone e resolução “mais fácil” do problema com o destaque em cores das narrativas.

Mas, ao contrário do que dizem outras editoras, o leitor não conseguirá desvendar o mistério apenas acertando uma ordem das páginas. Não foi assim que o mistério foi construído. (Isto mostra que até mesmos os recentes editores deste livro não o leram. Ou não o leram com atenção para notar algo que o nosso leitor notará com certeza.)

Este livro contém 100 notas (páginas) e cada uma delas traz informações sobre o mistério. Mas as notas estão dispostas em ordem aleatória e em cada página há narrativas de seis estórias (às vezes uma, duas ou mais narrativas por página). Cabe ao leitor ler estas notas e fazer sua análise lógica das informações para resolver o mistério: quem são as seis pessoas mortas e seus assassinos.

Acima a imagem da capa, contracapa e orelhas da edição original de 1934 da editora Gollancz.

Novamente, para ficar claro: é necessário encontrar as narrativas em cada página. Elas se misturam na mesma página e podem ainda estar em ordem aleatória e não em sequência. Torquemada não deu a solução, portanto, nenhuma editora tem uma solução, a menos que ela achou uma por conta própria (não há no livro original da Gollancz). É necessário que o leitor tenha em mente (para ser honesto com o leitor) que o quebra-cabeça é extremamente difícil e apenas três pessoas no mundo teriam resolvido os mistérios, segundo alegam (dois no tempo que Torquemada ainda estava vivo, o que lhes dá credibilidade).

Será que você consegue resolvê-los? Damos a dica para a resolução usando o destaque por cores dos aplicativos de leitura digital (Kindle ou Google Play Books). Cada frase deve ser “pintada” com uma cor que corresponda àquela narrativa. Lembre-se, ao contrário das editoras que querem vender livros físicos para o povo incauto, nós honestamente avisamos, a simples ordem das páginas não resolve o mistério.